Carboidratos, muita energia para
você

Famosos pela energia que oferecem ao corpo,
os carboidratos carregam consigo um outro
carimbo e esse, nem tão positivo:
normalmente, eles são apontados como
os responsáveis pelas subidas do ponteiro
da balança. Confie apenas na primeira
parte da afirmação e repense
a idéia de cortar os alimentos ricos
em carboidratos do menu. O nutriente é,
sem dúvida, a melhor fonte de energia
para o nosso organismo e relacioná-lo
ao aumento de peso é apenas um mito.
Cada grama contém 4 calorias, mesmo
número apresentado em um grama de
proteína. (Mas afinal, o que são
calorias? guia/calorias).
Os carboidratos devem ser predominantes
na alimentação. A recomendação é que
eles façam parte de 50 a 60% do valor
calórico total do cardápio
diário, seja para quem quer perder,
manter ou ganhar peso , afirma a responsável
pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta
Stella. Em uma dieta de 1.400 kcal, por exemplo,
a quantidade de carboidratos resultaria em
aproximadamente 175 g.
Ao eliminar de vez o macronutriente da alimentação,
sintomas como dor-de-cabeça, irritação,
cansaço físico e mental podem
aparecer. O segredo, além de ficar
de olho na quantidade, é optar pelos
diferentes tipos do nutriente, de acordo
com seu objetivo.
Simples ou complexos?
Classificados em simples e complexos, os
carboidratos desempenham papéis distintos
no organismo. Os primeiros são encontrados
nos doces, no leite e nas frutas, têm
um teor maior de glicose e, por isso, são
digeridos mais rápido. Isso quer dizer
que, depois de se deliciar com algum alimento
rico em carboidratos simples, você não
demora a sentir fome novamente. As frutas,
por também serem ricas em vitaminas,
fibras e sais minerais, são as melhores
opções para obter essa variação
do nutriente.
Já os complexos garantem uma saciedade
prolongada por terem digestão mais
lenta. Encontrados nos cereais, arroz, pães
e massas, eles são ainda mais eficientes
quando obtidos pela versão integral,
pois as fibras colaboram para que o estômago
demore mais tempo para pedir comida. (Além
de ser rica em fibras, a aveia esconde muitas
outras vantagens).
E a classificação do nutriente
não pára por aí. Os
carboidratos simples e complexos se dividem
em subgrupos, que levam nomes diferentes
por causa da quebra que sofrem após
o início do processo digestivo. Confira
as características de cada um.

Atente às armadilhas
A soma de calorias, porém, está longe
de ser a única ferramenta para montar
o cardápio adequado. A especialista
do Minha Vida alerta que as calorias são
apenas um item a ser considerado na elaboração
de uma dieta. Também é preciso
prestar atenção na quantidade
de macronutrientes (carboidratos, proteínas
e gorduras) e de micronutrientes (vitaminas
e sais minerais). Só somar as calorias
não significa que a alimentação
seja adequada .
Dissacarídeos
Dentro do grupo dos carboidratos simples,
os dissacarídeos se dividem em sacarose,
lactose e maltose.
A sacarose é o açúcar
de mesa. Também é encontrada
na cana-de-açúcar, na beterraba,
no xarope de milho, nos legumes, nas frutas
e no mel. Durante o processo digestivo, ela é convertida
em glicose e galactose, denominadas como
monossacarídeos (leia abaixo). O leite
e seus derivados são fontes da lactose,
que, na digestão, também dão
origem à glicose e à galactose.
A maltose não é encontrada
na forma livre dos alimentos. Ela é obtida
através da quebra de grandes moléculas
de amido e, em seguida, reduzida a duas moléculas
de glicose.
Monossacarídeos
Também participantes do grupo dos
carboidratos simples, os monossacarídeos
são representados pela glicose, galactose
e frutose.A glicose está presente
em grande quantidade nas frutas, no xarope
de milho, nos legumes e no mel. Trata-se
de uma ótima fonte de energia, já que
o sistema nervoso central, muitas vezes,
conta apenas com ela para oferecer pique
ao corpo. Enquanto a frutose desempenha um
papel semelhante e é encontrada em
abundância nas frutas. A galactose,
por sua vez, surge a partir do processo digestivo
da lactose, presente no leite e seus derivados.
Polissacarídeos
Representados pelo amido, pelo glicogênio
e pelas fibras alimentares, eles são
o time mais famoso dos carboidratos complexos.
O amido é obtido somente pela ingestão
dos vegetais. Já o glicogênio
não é adquirido por nenhum
alimento. Eles são uma forma de estocagem
natural de carboidratos, no fígado
e nos músculos. Por não serem
digeridas pelo organismo, as fibras somam
muitas vantagens. Além de auxiliarem
no regulamento do intestino, elas não
contêm calorias. Conte com as frutas,
legumes e verduras para obtê-las.
Oligossacarídeos
Outros participantes do grupo dos carboidratos
complexos são os oligossacarídeos.
Para recorrer a eles, coma aspargo, alcachofra,
banana, trigo, soja e mel. Uma de suas
representantes é a maltodextrina,
obtida pela quebra dos amidos. A substância é conhecida
pela capacidade de substituir o açúcar,
somando o benefício de ser menos
calórica (cada grama apresenta 1,5
caloria contra 4 da mesma quantidade de
sacarose).
A maltodextrina também é famosa
entre o pessoal que pega pesado na atividade
física. Quando os exercícios
são de longa duração
(levam mais de 90 minutos), ela é recomendada
em gel ou pó e é garantia de
pique para os praticantes. A quantidade depende
da intensidade e duração dos
exercícios, mas o indicado é que
a concentração da substância
no líquido varie entre 5 a 8%. Para
um atleta que ingere 750 ml de água
a cada hora que se exercita, por exemplo,
indica-se 30 g de maltodextrina. Mas somente
um especialista em nutrição
esportiva é capaz de fazer o cálculo
para cada nível de atividade física.
Fonte:Minhavida.com.br
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