Desde a assinatura
do Protocolo de Kyoto, em 1997, discute-se sobre a eficácia
do tratado para a saúde ambiental do planeta. Apesar
das vozes dissonantes, de uma coisa ninguém duvida: o
ritmo descontrolado do que se entende por progresso está sufocando
o planeta.
A plasticomania vem tomando conta do planeta
desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro
plástico em 1862. O novo material sintético reduziu
os custos e incrementou a sanha consumista da civilização
moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado
de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador
passivo de um desastre ambiental de grandes proporções.
Feitos de resina sintética originadas do petróleo,
esses sacos não são biodegradáveis e levam
séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem
dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias
moleculares inquebráveis, e é impossível
definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer
no meio natural.
No caso específico das sacolas plasticas, por exemplo,
a matéria-prima é o plástico filme, produzido
a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade
(PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais
de plástico filme, que já representa 9,7% de todo
o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos
plásticos impedem a passagem da água - retardando
a decomposição dos materiais biodegradáveis
- e dificultam a compactação dos detritos.
Este é um bom momento para você começar
a mudar essa realidade e dar a sua parcela de contribuição
na construção de um mundo melhor.
Para ganhar ar e mudar este horizonte cinza, pequenas doses
de consciência poderá significar muito para a natureza:
coleta seletiva do lixo doméstico, o banho curto e a
sacola permanente são alguns exemplos.
Toda atitude que agrida menos o meio ambiente é bem vinda
ao nosso dia-a-dia.
Afinal,
o nosso mundo não é de plástico!
|